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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Punhos inúteis

Então sorriu, levantou a cabeça e encarou-o.

O outro soco atingiu-lhe diretamente as costelas, recuperou o fôlego e sorriu novamente.

Desta vez o chute atingiu-lhe o rosto, caiu de costas, sangrava.

Gargalhou com força e vontade, e mais notável ainda, com sinceridade.

O agressor foi embora derrotado e humilhado, perdera a batalha sem levar nem um golpe, pelo menos nenhum físico.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

S entre quatro paredes

Após não conseguir se conter e soltar o sulfuroso no elevador, fez o que qualquer pessoa educada faria, apontou para o filho: "Que feio ein Pedrinho?"

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Somente os alcoólatras anônimos são felizes

Nomear alguém é sujeitar, é provar poder, submeter a seus desígnios.

Na mitologia cristã Deus dá a Adão o poder de nomear todos os animais, alegoria do poder humano, com a permissão do Senhor temos o direito de submeter todos os demais animais, e não é que realmente o fizemos?

Não seria mais justo se nós mesmos escolhêssemos nossos nomes? Assim o faríamos de acordo com nossa personalidade e de acordo com aquilo que pensamos, porém ao nascermos estamos totalmente sob o julgo dos adultos, mais especificamente nossos pais, sendo que eles nos nomeiam de acordo com suas crenças (inspirados em seus livros sagrados), homenageando parentes, ídolos (90% dos Edsons e Airtons que se vê por aí, fora os Maikon Jákçons, entre outros) ou simplesmente pelo nome lhes soar bonito.

Na escola sempre se arrumam apelidos, ou seja, depois de ganharmos um nome de nossos pais - que não pedimos - ganhamos outro dos colegas, que pior do que o primeiro, além de não termos pedido geralmente desgostamos, e quanto mais desgostamos mais esse bendito apelido se espalha, o que mostra o poder das massas sobre os indivíduos.

Nomeamos nossos animais de estimação porque são nossos (na acepção literal da palavra), só nós podemos fazê-lo, e com isso os submetemos à nossa vontade, não há opção, o poder impõe-se, é irrefutável.

Somente os alcoólatras anônimos são felizes. Sem nome, sem submissão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A pedra do gênesis

Melhor pecar conscientemente do que viver na ignorância.